Sexta-feira, 13 de Março de 2009

No DVD do meu carro, uma canção...




O ônibus não é essencialmente ruim. Ônibus, na janela e sem lotação, sem estômago cheio e com um bom livro da letra razoavelmente grande, é melhor, muito melhor, que qualquer táxi.
Já li livros inteiros no ônibus, ao longo de várias viagens, sem contar a importância do gosto musical do meu amigo motorista para a formação da minha personalidade tolerante para com o próximo.


Por outro lado, querida leitora, um táxi levemente azarado sempre vai ser pior que o pior ônibus, aquele que você pegou meio-dia de bucho cheio debaixo do sol e teve que ficar muito, muito atenta, e dar umas cotoveladas e bolsadas preventivas, para não levar pinadas indesejadas.


Porque no táxi, você é obrigada a tolerar o outro num nível além, muito além, do que eu mereço. É um constrangimento, o cara tá no carro dele, eu nunca sei se seria indelicado pedir pelo amor de Deus para PELO MENOS baixar o volume do DVD do Bruno e Morrone, ou pelo menos parar de cantar junto, ou, minimamente, maneirar no vibrato e no falsete. E isso é o tipo de dilema que você não resolve lendo o manual de etiqueta da Glória Khalil. Porque eu aposto que aquela felá da mãe já deve ter o carro dela, né, e não tem medo de dirigir, e nem liga para quem é pobre e triste, muito triste.

Mas não foi isso que eu vim desabafar.

Acontece que voltei do trabalho tarde (sexta 13 feelings, ABS VF), não quis pegar ônibus, e o taxista tinha uma amante.

Ele também tinha o DVD no carro, e tocava Bruno e Marrone, e cantava junto, com falsete alternado com voz grossa do Marrone e vibrato. Mas isso nem me constrange mais, sabe, taxista gosta mesmo de DVD no carro, viva e deixe viver0. Agora "amante", cara, é realmente uma novidade.

E AGORA, GLORINHA KHALIL, queria ver tu sair dessa, cabocla!


Daí que eu dei um flagra no taxista e ele ficou super constrangido:

ATTENTION: "T" IS FOR TAXMAN, "A.I." IS FOR "AMANTE INSISTENTE".
T: Alô, (voz alta) amôzim (voz baixa)
A.I.: mimimimmimi (zuada da mulher perguntando alguma coisa)
T: Agora não dá
A.I.: mimimimmimim (os gritinhos da mulher indignada cobrando atenção)
T: Depois (voz alta), amozim (voz baixa).
A.I.: mimi
T: Tô com passageiro (cortando o assunto).
A.I.: mimimimimi
T: Hoje não pode.
A.I.: mimimimimi (a indiscreta da amante indignada e cobrando atenção)
OBSERVE ESSE MOMENTO DA HISTÓRIA, EM QUE O TAXISTA MUDA DE TÁTICA:
- "No".
- mimimi.
- Yes, Yes.
- mimimimimimimmimimimmimmimimimimimimimimmimimimimimimimimimimim.
- No!

SACOU, BLÓDER? Vamos falar em outro idioma!
Será muito mais discreto se a gente se combinar pra mais tarde in english, na base do YES/NO, que ninguém sabe o que é, né?

Eu juro, que nos meus 25 anos de para-raio de doido, no meu treinamento ninja pra não rir no momento em que se dá a marmota e na cara do doido em questão, nada me preparou pra isso. Glorinha Khalil, nem te conto... eu simulei a chamada tosse, muita tosse, pra disfarçar o acesso de riso iminente. A continuar assim, tô fudida, nunca freqüentarei as altas rodas. Não vai ser contraindo matrimônio que entrarei para uma família rica, como se vê.

E, por falar em etiqueta, teve a auxiliar de um antigo emprego meu, gente muito boa, desculpaí, mas eu vou ter que frescar.

Enfim, na hora do almoço, em um bistrô charmosinho que costumávamos freqüentar pra variar o cardápio no fim do mês (3,50 o prato-feito para duas pessoas, com direito a duas frutas e uma mariola – fim de mês), a colega pega a coxinha de frango com a mão e diz:

- Povo burro, só querem comerem tudo com garfo e faca. Tu sabia, que isso é ignorância, que na palestra que eu fui o homem deu exemplo que era antiético. É até antiético comer a coxa e a asa com o garfo e faca. E o pé, e o pescoço, pior.

Sem mais para o momento, subscrevo-me.


Atenciosamente,

Quarta-feira, 11 de Março de 2009

Atóron perígon do cabelo curto

Esse negócio de cortar os cabelos cada vez mais curtos é um vício, uma compulsão que tem que ser combatida com banhos frios e eletroconvulsoterapia. Mas eu não fumo, não bebo, e eu tinha que ter algum vício, né, além de maquiagem, livros, internet, beatles, ricota, bolsas de pano, fazer mini-barraco, falar palavrão e cutucar casquinha.

O fato é que, normalmente, eu vou ao salão acompanhar alguém e volto com o cabelo sempre mais curto, por impulso. (O cabeleireiro, por sinal, é também escritor, e está lançando o segundo livro amanhã, no Shopping Benfica. PP Joel. Bons livros, história de vida interessante, bom corte de cabelo. #Ficadica). Daí que estou com um plano de manter um fotolog teenage, daqueles em que se faz bico e se bate cabélon, pra ver se as almas caridosas me avisam quando o joãozinho estiver perigosamente rondando a minha cabeça. Vocês me ajudariam?

Na foto, a fashion designer Mary Quant, aparando as pontas antes de inventar a minissaia.


Juro que só me falta, num dia de impulsividade, pedir um corte joãozinho, aquele do estereótipo jornalista-glamour. Moça da TV, do cabelo curto - aquela noção que muitas jovenzinhas incautas têm ao entrar na faculdade e que nossas tias terão até nossa morte:
que jornalista usa Lancome, vai pra padaria de tailleur e microfone de lapela e tem o cabelo joãozinho. Desculpaí se eu estiver desiludindo alguma jovem vestibulanda, mas
não é sempre assim.


- William, quero ser jornalista de sucesso, #comofas?
William says: atóron jornalismo.


O parágrafo seguinte é dispensável, quem não gosta de gente prolixa pode pular pro outro.---------------------->


O PARÁGRAFO DISPENSÁVEL: Um dia farei a situação ficar pior contando aqui sobre a reportagem em que fui ameaçada de morte, e sobre o delicioso mês que passei subindo nos ônibus com medo de que alguém estivesse me seguindo pra fazer presunto de erikinha. E sobre as eventuais coberturas e matérias cotidianas em que os tailleurs teriam matado qualquer um,
no calor sené, sené, senegal de Fortaleza. Ah, e sobre aquela em que me joguei debaixo de uma mesa porque teve um pequeno TIROTEIO quando comecei a conversar com a entrevistada. Ok, não precisa ter tanto medo assim da profissão. As reportagens mais pauleira que eu já peguei, admito, foram opção minha e, antes que Grace Kelly comente dizendo que eu "atóron o perigón do jornalismo", explico que, por opção, eu não faria nada de novo. A explicação do Dr. House para a fase de extrema coragem de há 6 anos atrás existe, mas não é lupus. It's never lupus.
De qualquer modo, os trabalhos estão aí, gostei do aprendizado. Pra quem não entendeu nada, dou uma colher de chá: joga no You Tube Grace Kelly e Atoaron Perigon. Fim da digressão.

retome a leitura daqui ------------------------------------------------------------->

Enfim, tudo isso pra dizer que jornalismo NÃO é glamour. NÃO é cool. NÃO é pop. A bem da verdade, na minha humilde opinião, o Jornalismo, com J maiúsculo, é o contrário do pop, é o legítimo roquenrou. (Tá ouvindo o Satisfaction tocando em background, né) .


Nada contra, mas não tomo como exemplo uma Sandra Annenberg da vida, ou a persona que ela incorpora na hora do almoço. Fofa, simpática, moça do jornal da hora sagrada da refeição, dando dica sobre a importância de tomar muita, muita água.

(Dia desses, Sandra Annenberg apresentou uma matéria super relevante, de utilidade pública mesmo, sobre como pendurar quadros em casa. Vocês sabiam que, se errar o local do buraco e não houver massa corrida para consertar, um pouco de pasta de dentes branca disfarça o furo super bem? Eu podia ter almoçado sem essa, mas nesse dia assisti ao Jornal do Meio Dia. Só faltou ela concluir dizendo "Evaristo, sabe o que é um FUIO? É um buiaco na paiede!!!").

Enfim, Sandrinha é de um serelepismo, né, Sandrinha é alegria de viver! Enfim, nada contra, mas não me inspira, sabe?

Na verdade, meus planos de dominação do mundo nada têm de muito mirabolante.
Quero apenas ser feliz, e viver honestamente da minha profissão, tendo reservas para emergências, como o possível impulso do corte joãozinho#fail, situação em que terei que viajar ao encontro da bee que faz o mega hair da Beyoncé.

Até atingir esse plateau de realização, estarei em Fortaleza, sendo feliz, com o cabelo curto novo tomando jeito aos poucos, olhando para a boina cubana do namorado e pensando em como ela pode me socorrer nos eventuais bad hair days.

Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2009

Apocalipse Now

Minha sugestão para essa semana é estocar mantimentos e água em algum lugar seguro
e proteger seus entes queridos, porque se isso não é o começo do apocalipse, nada mais
será.


Quando xuxa fez o tal do pacto e achou que o cão estava pedindo pouco, ela não tinha dimensão
daquilo que o grupo das paquitas ia causar às sete gerações seguintes.Tudo vai fazer sentido quando vocês virem isso:




Diga se uma pessoa dessas não é uma prejudicada pela mídia. Prejudicadíssima.



Está tudo aí, como predisse o profeta. Maktub.

Bastou ser modelo, tem crédito pré-aprovado pra virar atriz e/ou jornalista.
Bastou posar nua, ou ter sido uma das 72 ex-BBBs, pode assinar como modelo.
Faça as contas e veja onde isso vai dar.





90 milhões em ação, prafrentebrasil, uma multidão de mulheres sonhando com o dia em que irão protagonizar o Arquivo Confidencial do Faustão, mostrando como vieram do nada e se tornaram grandes atrizes, e como aos poucos os colegas começam a respeitá-las apesar de seu começo pouco usual. E como aos poucos a assessoria de imprensa da TV vai intimando os atores mais respeitados a darem declarações menos ácidas sobre o casting de modelos sem noção que vai retirando deles o espaço, a atenção da mídia e a chance de protagonizar alguma trama. Obrigada, você é linda, você é uma guerreira, você vai longe.
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Em tempo: Stefhany define seu estilo musical como Beyoncé-Calypso, é piauiense, é linda, absoluta, não espera por homem, tem 18 anos e um Crossfox. Tem dois CDs e dois DVDs lançados e mais de três dezenas de clipes homemade. Seu novo sucesso, Siúmes doentio, é original até na grafia, com S. Licença poética também é sucesso.

Para se inspirar: o make de Stefhany acredita e aposta alto, com base e pó dois tons abaixo da verdadeira cor da pele, iluminador branco-drag abaixo da sobrancelha e cabelos com mega hair e henné, O Chamado. O gloss metálico de cores berrantes é outro truque da cantora, que curte realçar o volume dos berros enfatizando o volume dos lábios. De quebra, o aparelho ortodôntico ostenta uma incrível variedade de cores - a liga sempre combina com o gloss. Duda Molinos viu essa foto e migrou pro Tibet.


Imagino a moça dando entrevista e falando pro repórter: "é com éfe agá", cada vez que ele chama o nome dela. Acho digno.

Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009

Momento Victor Fasano ou "Eu uso hidratante Monange". - Um post catártico.

Victor Fasano é essa figura, da mesma escola de pensamento de Xuxa e Angélica, que faz propaganda de coisas do naipe do hidratante Monange e do óleo de amêndoas Paixão pra manter o padrão aquisitivo e custear sua higiene pessoal by La Façon e L'Occitane.

Em sumária sunguinha branca - que realça seu moderno bronze galeto assado - Fasano aparece
correndo na praia, voltando pra a nave mãe, a mansão com cortinas semi-transparentes,
diáfanas, off-white. Frescor! Em close, ele franze o cenho (preocupação) e, olhando para a câmera, confessa que adora curtir o sol. "Muito sol, muito verão, muito mar... O que salva minha pele é o meu hidratante Monange. (e disfarça o conflito moral e ético que lhe corrói). Eu fico lisinho, cheiroso, depilaaaado".

Termina a gravação, três compromissos urgentes: gommage corporal (pra estimular a renovação
celular e descascar o epitélio que entrou em contato com o creme de creuza), um porre de cabernet sauvignon com bouquet num sei lá das quantas (pra esquecer o contato com o creme de creuza) e o retoque na lipo da papada (porque o dinheiro era pra uma causa justa e necessária - posei pra G Magazine e 10% da venda é destinada ao Retiro dos Artistas, comprando você vai tá colaborando - sic).


Pois eu curto e assumo o meu momento Victor Fasano! O lance é chegar em casa exausta e
tomar banho morno com espuma de ducha do Empório Body Store. E depois de sair borrifar água termal no rosto e espalhar Vanilla Lace no corpim, tchutchutchu!, lalalah!


Acender um difusor com óleo essencial de lavanda e ficar olhando parede lilás do meu quarto, vendo Across the Universe pela milionésima vez, folhendo revista fútil (?) de decoração... (Não acho fútil!).

Meia hora "disso" e eu já tô pronta pra engomar minha blusa que eu quero usar amanhã, ir ajeitar uma janta, ou jantar-um-miojão-guerreiro-e-se-foda-mesmo, e todas essas coisas de mortal, de classe média, de neo-pobre, que a gente faz com um ar blasé.


Victor, Viii, Dário, amore: eu te entendo, bee! A você, minha mão estendida para a amizade, toda pintada de henna, bem ao gosto hindu.













Dito isto, é hora de DOIS ESCLARECIMENTOS NECESSÁRIOS E POLÊMICOS
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1. Não, eu não uso hidratante Monange. Não, eu não aplico a quantidade que a Xuxa aplica - meio tubo em cada perna. Acho aviltante, desnecessário e seboso. É o mesmo preço da latinha de Nívea, vende na mesma farmácia, dura quase o mesmo tanto. Enfim, não há desculpas.
Já disse o sábio que gosto é igual a bunda, nem todo mundo tem. Viva Marta Rocha!

2. Nenhum dos produtos anunciados nesse post foi testado em animais. Assim, na verdade, tem essa minha vizinha, que já investiu o equivalente a um pequeno imóvel em um poodle antropomorfizado, cheio de lacinhos, sapatinhos, roupinhas - calorrrrrr! - tosa em formatos constrangedores... Enfim, essa minha vizinha, tadinha, compra perfume de cachorro. E é capaz que ela passe até o hidratante Monange no focinho do pobre animal, eu não posso colocar minha mão no fogo, pois o cachorro rescende/exala a cafuçal. Mas aí pra esse povo que faz do pobre do cachorro palhaço, que calça sapato na patinha pro cachorro ficar escorregando no piso de taco recém-encerado, que coloca lacinho, que veste roupa quente, que leva o cachorro pra passear no carro ao som do Forró do Muído, que corta o rabo do animal e outras atrocidades...
pra esse povo, não tem WWF, não tem Greenpeace, não tem Save The Children, não tem Delegacia do Menor, não tem Barra Pesada
e Cidade 190!

E por que raios, que os partam e fulminem, esse zé povim SEMPRE escolhe poodle? Imagino reuniões familiares de natal de poodles, matronas poodle gordas falando de um tempo em que um poodle
era apenas um cachorro, longe dos luxos dos condomínios, dos perfumes alergênicos e das roupinhas infantilizantes.
Quando um poodle gay não era obrigado a cruzar e reproduzir, depois de passar uma vida sendo travestido e pensando que era aceito pelo que ele era, pronto, falei!

Uma pitada de ódio extra pros meus vizinhos, que levam o cachorro pra fazer as necessidades no térreo de manhã, antes da minha aula de pilates.

Que o coitado do poodle é um cidadão, é consciente de seus deveres, e se segura bravamente enquanto outro vizinho corno segura o elevador pra terminar de dar as ordens na empregada, e o cachorro se segurando, e o dono também pára pra paquerar a vizinha, pra olhar o correio, e o tempo não passa, e o cachorro sofrendo, e quando chega à calçada o dono não tem o mínimo de educação pra retribuir o esforço do totó, e não junta a merda do próprio cachorro!

Isso é feio. Muito feio.

Minha Melissinha limpinha e com cheirinho de chiclete NÃO MERECE pagar por isso. Sim, sou barraqueira, essa é minha natureza, e no dia que sujar minha Melissa, juro que corro atrás do responsável pela merda - o dono, não o cachorro, lógico - e faço ele martigar a borracha até engolir. Martigar, com "r", porque eu vou estar bem bruta. Obrigada, me sinto bem mais leve!


ATENÇÃO: ISTO É UM CONTROLCÊ, CONTROLVÊ!, BEYONCÊ! ------------------->

E vejamos o que a Desciclopédia, wiki mais confiável da Internet segundo a revista Nova,
diz sobre o hidratante Monange:

Hidratante Monange
Origem: Desciclopédia, a enciclopédia livre de conteúdo.

As citações:

"É com ele que minha pele fica macia, macia, macia"
Xuxa, sobre Hidratante Monange.

"Isso é um Hidratante, e não um Hidrante, Xuxa"
Oscar Wilde, sobre Comercial do Hidratante Monange.

"Mimimimi mimimimi mimi miiiiiiiii"
Fudêncio, sobre Hidratante Monange.

O artigo:
O Hidratante Monange foi originalmente criado na Coréia do Norte... (texto enorme, clique se quiser ver o resto. Profusão de erros crassos de português, me recuso!).


Ai, cansei!
Meninos e meninas, é isso!
No mais, um beijo pro Obama!
Yes, we can!

*Beijo também para a equipe do Rede TV News, que uma vez na vida, apesar de toda a breguice e do fato de o trocadilho ser a forma mais baixa do humor, se garantiu na edição do especial "Retrospectiva Era Bush". Sacou, sacou? Eu ri, verdade seja dita.


Um adendo: ei, será que Monange quer dizer Mon Ange? Nunca saberemos!

E você, mulher, leitora, se o mundo estivesse para acabar, e sua vida dependesse disso, e você fosse obrigada a usar Monange, com qual você ficaria? Final Fantastic, Vida Ativa ou Toque de Carinho?
Difícil.


Outra: claro que esse post é inspirado no Victor Fasano do Twitter. Dãaaa!




Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009

Nina.

E não nega
Que jamais o amor se apega
A quem não lhe tem querer

Que a vida é bem mais bela...

Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009

Da natureza da mágoa ou Um post abafante, de auto-ajuda.

Com agradecimentos emocionados à minha deusa interior, que é beesha, e às Bibas From Vizcaya, que me ensinam uma nova lição a cada dia e que inspiraram todo este post.



Beijos,
MELIGA!





Ambientação: Luz negra. Fumaça.


Este é um post beesha!


Let the party begin!




Mágoa. Inveja. Ataques despudorados de ódio, ego trip, bullying virtual e a sintomatologia completa do miguxismo. Sim, leitores, sim, leitoras, tive um final de semana e-mo-cio-nan-te.




A mágoa alheia me fez passar por aborrecimentos, repensar conceitos, amadurecer e ficar ainda mais bonita com meus cabelos curtos.




De cara, aviso: a mensagem edificante é: nenhuma!


Sim, me aborreci; não, não aprendi nada com isso, e acho que devia haver uma lei pra proibir mulheres de mais de 25 anos e mais de 60 quilos de agir assim, tão miguxamente. A mágoa alheia me rendeu maus momentos: me senti uma beeesha, mas aquela beeesha exuberante, metro e noventa, olhada de alto a baixo no Iguatemi por uma rachinha uó, tamborete de forró, se é que vocês me entendem.



Em respeito ao meu sentimento, fiz um post desabafante e sincero, do fundo da alma, neste sábado - tá bom que o post não era só sobre isso, mas o contexto influenciou. Agora vem o post abafante, porque o meu lado bicha não tem nenhum caráter! (Nota: Serei também esquizofrênica??? Medo!)




---> Picote aqui e cole no caderno das receitas de bolo. Este post será útil -------->



Leitora, você mulher, já foi vítima da MÁGOA alheia? Já passou por isso e entende o que eu estou falando sem glossário?







Se você é feliz e não entendeu, eu sou tão disposta que providenciei, no meio deste post, um PEQUENO DICIONÁRIO DA MÁGOA. Porque ninguém merece post de mensagem cifrada.



MÁGOA: Sentimento constrangedor, mal disfarçado, e muitas vezes expresso de forma bastante histérica. A mente de MIGUXAS invejosas é terreno fértil para ataques de mágoa.




MIGUXAS: Pessoas com excesso de falta do que fazer, infantilizadas e mentalmente debilizadas. Histéricas, coquéticas, afetadas e psycho.




RACHINHA UÓ: É aquela moça de 1,4m que dedica um olhar de ódio quando vê que a bicha de 1,8m é mais bonita que ela. Mal resolvida, jamais usará sapatos baixos, jamais será Elis Regina.O equivalente da CABÔCLA, que é aquela que dedica uma vida de ódio a qualquer pessoa que ameace sua EGO TRIP.




EGO TRIP: Viagem no ego, literalmente. Indivíduos que representam um perigo para si e para a sociedade. Se sentem o sapato quealvejou Bush. Psicopatas em potencial, podem chegar a atitudes extremas quando alguém põe em xeque sua confiança em si mesmo.Lembra da madrasta da Branca de Neve? Fêa, o cão, e quis matar a bichinha só porque ela era bonita. Ego trip ligada no 3!


Gravura "Drama Queen Mona". Créditos para THE COSMIC WHIM-WHAM STUDIO.







Tudo melhorou?
Sente que pode continuar a leitura e entender tudo? Pra isso serve um pequeno dicionário, o famoso glossário.



Mas eu havia esquecido que este era um post de auto-ajuda.Você, leitora, sofre com a MÁGOA? O tesão reprimido de alguém te faz sofrer?Você pode mudar essa situação. O fato de estar lendo este post, por si só, confirma seu interesse de mudar. E eu te afirmo: você consegue, porque eu consegui. O poder está dentro da sua mente. Visualize um campo de força ao seu redor, uma camisa de força ao redor da miguxa em questão, e emane sabedoria! Certamente a Mágoa não te atingirá.



E, para consolar seu espírito, deixo um vídeo de uma canção motivacional. Assista ao vídeo, acompanhe a letra, cante junto. Você vai se sentir melhor.




Mágoa de Cabôcla,


das Bibas from Vizcaya.




http://www.youtube.com/watch?v=c6C4YE-fM8Q










LYRICS:




Ódio de mamulenga não dói.


Inveja de miguxa não me destrói.


Ebó de jéga, não pega!


Mágoa de cabocla não dói. (3 x)



Mágoa de cabocla... mágoa (4 x)



Elas têm inveja...


Da minha voz,


Da minha beleza,


ow...



Elas querem ser...

O que não podem,

E o que não devem,

E o que não têm certeza

Elas cortam os pulsos...

De inveja,

De mágoa,

De rancor.




Avoa pra lá Jacú


To nem aí pro cê


Sabe de uma coisa....
Meu c*, (17 x)




Avoa Jacú...



Ódio de mamulenga não dói.


Inveja de miguxa não me destrói.


Ebó de jéga, não pega!


Mágoa de cabocla não me corrói. (2 x)
Mágoa de cabo...




Ai, é mágoa, ebó, inveja, ódio raiva


Ai, elas querem


sendo meu c*,


meu c*




Avoa pra lá Jacú



Ai ebó avoa,


sai, sai daqui


Por favor, dá um tempo




Avoa jacú (3x)
Mágoa de cabocla não dói.


Mágoa de cabocla nao me destrói


Mágoa de cabocla não dói.


Mágoa de cabocla não me corrói.



Mágoa,


magoada,


magoenta,


miguxenta


Miguxinha,


mal-amada,


mamona,


magoenta


Magoada,


maguinha,


miguxinha,


magoenta


Miguxenta,


mal-amada,


mamona,


mágoa.



Mudando de assunto:

Meu povo, não tem como ter abuso do Lula. Eu não conseguiria. Ameaçou os jornalistas com um sapato na mão. Quase beijo a telinha da Globo hoje no Jornal Nacional.



E Dilminha tá um ixpetáculo! Não existe papada, não existe queixo duplo, e a pele que sobrou está como nunca, viçosa, fresca... a gente fica se perguntando a que camada do osso chegou esse peeling! O esteticista ficou com LER, mas acho super válido. Tá de parabéns, quero um igual.

Sábado, 10 de Janeiro de 2009

Quem leu minimamente esse blog antes já viu alguma vez que a pessoa que posta sofre de Transtorno Afetivo Bipolar. Ok, milhares de pessoas têm, no big deal, mas hoje eu resolvi tirar o dia para sofrer, e estou me saindo muito bem, obrigada.

Estou sofrendo dolorosamente. Incrivelmente, tem gente que acha engraçado ou um bom motivo de piada descobrir que o amigo tem um problema. E tem gente que acha motivo para preocupações imensas e se afasta. Noves fora, os amigos ficam em menor quantidade e melhor qualidade.

É meio desanimador pensar que, não importa o quanto eu me esforce, eu não vou apagar nenhuma das sandices do meu passado; que, não importa o quanto eu me dedique à terapia (não sou aquela que faz terapia pra ser da galerinha descolada que faz terapia), o quanto eu seja disciplinada, eu sempre vou estar sujeita a ter outra daquelas depressões súbitas e aparentemente sem motivo, que me fazem perder ou destruir as coisas que conquistei com tanta determinação. A metáfora é essa: há um monstro no armário, e ele pode sair, a qualquer momento. Eu "não desisto nunca" só mesmo porque sou brasileira, que nem diz a propaganda. E porque eu sei que estou, de fato, cada vez mais sã, e é perfeitamente possível que nenhuma grande crise venha a acontecer novamente.

Hoje, me levantar, escovar meus dentes, foi tão difícil. E eu simplesmente não estou conseguindo sintonizar em nenhum pensamento alentador. Eu fico pensando por que raios as pessoas magoam as outras deliberadamente. Ou fazem pouco das outras, reduzindo a dignidade de quem é seu semelhante. E eu faço isso também, nas minhas horas de fraqueza, não quero nem pensar.
Pode ser que amanhã eu esteja me sentindo bem, mas se dependesse de hoje, podia acabar por aqui mesmo. Eu me concentro, e só passam coisas dolorosas na minha cabeça. Eu rezo, tomo banho, recebo o namorado em casa, me despeço dele. Não muda nada, e eu incrivelmente não consigo parar de chorar. Em dias assim, sou capaz de me isolar e chorar até vomitar, sem motivo. Não é vontade de curtir fossa, não é falta de um tanque de roupa, é uma doença. Eu só acredito porque tenho uma amiga com a mesma doença, e dá pra discernir muito claramente o que é ela - radiante, original, cheia de personalidade - do que é a doença que ela tem.

Por isso que dói tanto quando alguém diz: "essa menina quer atenção" ou "essa menina quer ser diferente". Eu quero SAÚDE, é isso que eu peço na passagem de ano, é isso que eu peço quando rezo.

Meus pais vão morrer um dia. Se eles morrerem em um dia em que eu estiver assim?
Meus filhos vão precisar de mim um dia. E se nesse dia a mãe estiver nessa condição tão ridícula, sem comer, sem banho, SEM MOTIVO?

Hoje um amigo disse que adora esse blog porque parece que está conversando comigo. Porque é muito o meu jeito, é "como se me visse falando". Isso é só porque eu raramente registro alguma coisa quando tô nessa personagem de hoje.