sábado, 31 de outubro de 2009

Separados na nave-mãe?


Estou intrigada.

domingo, 25 de outubro de 2009

Viver a vida: Agora eu entendo


Juro que, após uma primeira semana inesperada de desfechos felizes e inesperados, em que todo mundo ficou se perguntando "Será???", eis que começo a entender a proposta de Viver a Vida.


Começa aqui uma digressão desnecessária sobre propostas e fichas que não caem. Se não gosta de gente que fala, fala, e não chega em canto nenhum, pule o parágrafo em destaque.

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(Pelo menos não é como o espetáculo de dança contemporânea hype a que assisti ainda na faculdade, há uns quatorze anos, quando a vibe era ampliar meus horizontes porque, afinal, tudo podia um dia acontecer, e eu tinha medo de ficar desempregada me formar e só encontrar emprego como crítica mediana em crise, no caderno B, sem dotes artísticos próprios. Enfim, eu queria ver qual era a da produção de cultura estimulada pelo desejo de escapar aos códigos simbólicos dominantes, pelo furor anal da nossa linda juventude, pelo chá de fita cassete, pelo raio que o parta. E o fato é que me considero até esperta, e mesmo que não seja tão inteligente, pelo menos algum repertório/erudição eu tenho, e até hoje estou esperando cair a ficha da proposta do tal espetáculo).

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Enfim, a relevância do assunto para uma jornalista de 26 anos que, acreditem, tem o que fazer, é justamente essa: o Brasil assiste à sua primeira novela que começa pelo final. Senão vejamos: na primeira semana, a protagonista fecha com chave de ouro sua bem-sucedida carreira, no auge de sua recém-conquistada independência financeira vitalícia, encontra o Zé Mayer de sua vida, entra de branco e swarovsk na igreja, faz as pazes com sua arqui-inimiga (olha que uó, agora tem hífen, e micro-ondas também) e vai a Paris tomar um vinhozinho despretensioso de fim de noite com Carlos Casagrande.

Eu já tava esperando ver esse sábado a reapresentação especial do capítulo da sexta, com uma grande festa, reunindo todo o elenco, do jardineiro ao presidente da multinacional, com um close de beijo em cada casal e os caracteres: Fim.

Mas não. Eis que Maneco, aquele danadinho, começa a tacar o pau em tudo! Observem a coisa toda degringolando para uma miséria sem precedentes na história da teledramaturgia: a protagonista se vê obrigada a fazer uma longa viagem, a despeito de ser esposa de José Mayer. Cai a Giovanna Antonelli na água, faz tchi-bum, e Helena passa a sofrer as agruras das traições de seu impávido, heróico, risonho e límpido marido. Na sequência, denotando que o felizes para sempre se distancia, Helena acorda na Jordânia, em uma cena de cabelos maltratados. Ela não sabe, mas no lobby do hotel lhe aguarda o que lhe resta em termos de par romântico sobressalente, que não apenas é o sem apelo do Thiago Lacerda, como aparentemente, por algum motivo sobre o qual ainda quero especular, é um Thiago Lacerda que engordou para o papel. Daí pode liberar a fumacinha branca. Agora, sim, habemos novela e Helena começa a comer o pão que o Maneco amassou.

E disso tudo, posso dizer apenas que sou fã, assumida, das novelas do Manuel Carlos, daquelas que assistem sempre que possível e, claro, cruzam os dedinhos para ver o circo pegar fogo e o palhaço se fuder. Ah, leitor, diz que você também é assim, vai! Acho válido a Helena levar chifres como uma modelo no backstage troca de roupa. Pode botar desgraça, nóis gosta! Agora só paro de assistir se resolverem estragar de novo aquele cabelo de sonho dela ou se alguém achar engraçadinho tirar um dos papéis do Mateus Solano, porque a desgraça alheia, por si, não basta, e como disse Platão também é preciso algo de belo e bom para Viver a Vida. Acho que essa é a minha mensagem.
Quero o telefone do cabelereiro dela.


Minha proposta

Também gostei da proposta das pessoas contarem suas superações no final de cada capítulo. E se alguém do Projac estiver vendo, tenho uma sugestão: procurem aquela senhora que deu depoimento na novela passada do Maneco, contando que teve seu primeiro orgasmo ao som de Roberto Carlos.

Eu cultivo uma curiosidade doente pela história de superação dessa senhora. Imagino ela uma semana depois do depoimento do orgasmo ter ido ao ar. As gracinhas nas ruas, as impertinências do público global.

- Olhaaa, é aquela mulher! Que só faz sexo ouvindo Roberto Carlos! Me dá um autógrafo?

Deve ter sido difícil.

Sobe áudio. Abre pro Leblon.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Por onde andei

Aos (dois) fãs desesperançados que lêem esse blog sempre que eu peço, um comunicado. O estabelecimento tem permanecido às moscas por um motivo justo: partimos para o Zirconistão, para defender os diretos humanos dos aborígenes oprimidos pelo fim dos ecossistemas, avanço das novas tecnologias e pela volta das calças altas JEANS com colete JEANS – com vocês, Zezé e Luciano!
Viva a Noiteeee!

Mas pode ser pior, porque o dínis em questão sempre pode ornar com aquela etiqueta pink de meio palmo, pra qualquer míope ter a oportunidade de ler o nome criativo da modinha:“Kikitaluki”, “@bsoluta’s” com arroba e apóstrofo , “Gata Manhosa”. Gerador automático do nome de marca de modinha: escolha uma palavra que evoque a serelepice de Malu Magalhães e o apelo sexual de Stéfhany. Coloque um y, um d mudo e um apóstrofo no final.


E afinal ninguém parece saber pra que serve o apóstrofo.

MAS O POST MESMO COMEÇA AQUI------------------------------>

Não preserve minha paciência. Pelo contrário, desconte nela a sua mágoa de poupar a água, a luz e o dinheiro. Porque a minha paciência é um recurso natural inesgotável.

O post de hoje é uma homenagem a motoristas de ônibus, taxistas, penetras de casa de praia e a VOCÊ, que não sabe a hora de parar. Essa é uma história real.

Pessoas que surpreendem. (História com detalhes alterados pra preservar a identidade das pessoas envolvidas e a integridade física de uma amiga minha, que vivenciou a situação).

A Pessoa que Surpreende (PQS) aparece de onde você menos espera – do alto de uma promissora formação acadêmica, por exemplo. E, como é de se esperar, parte da sua vida tão rápido quanto apareceu e te deixa se perguntando: “por que eu ainda fico chocada?”.
Deve haver algum motivo espiritual, enfim.

Senão vejamos:



Pessoa que Surpreende – Oi, amiga, tudo bom? Estou com esse texto super importante, pra enviar daqui a pouco, mas essa reforma ortográfica me deixou meio insegura. Você pode corrigir meu texto pra mim?
Uma amiga minha – Sim, baby, é só enviar pro meu e-mail.
Trinta minutos depois...
UAM – Está pronto, pode checar.
PQS – Por que você tirou o acento diferencial da palavra PÁRA?
UAM – Na verdade, caiu com a reforma ortográfica.
PQS – E por que você tirou os ENES da palavra muito?
UAM – Ahn?...
PQS - Por que você tirou os ENES da palavra muito? Caiu também com a reforma ortográfica, por acaso?
UAM (polite) – Err, na verdade, eu acho que não ouvi.
PQS (subindo, para a queda ser maior)– Por favor, deixa de enrolar. Vai dar o maior trabalhão catar todos os “muintos” pra colocar o ENES de novo. Se soubesse que corrigia pro errado, nem pedia!
UAM (singela) – Você se incomodaria em soletrar a palavra pra mim, por favor?
PQS (subindo nas tamancas)– m-u-i-N-t-o. MuiNto. QUE COISA!
UAM – Meu bem, você tem um dicionário por perto?
PQS – Tenha a santa paciência! Eu tô com a maior pressa! Eu aprendi direitinho desde a alfabetização! MuiNto. COM N NO MEIO, DE NENÉM!
UAM – Pois envia o texto assim! Se quiser, eu “cato” os ENES (control+F) e coloco todos bem no meio do seu muito, com neném e tudo!
PQS – Espera...Err... Aqui no dicionário não tô achando o “muiNto”. Maldita reforma ortográfica! Até ontem, eu escrevia certo.
UAM – Veja só, você.
PQS – Mas é ASSIM MESMO, NÉ? A língua portuguesa é cheia de armadilhas, eheh.
UAM – Cheia.
PQS - Todo mundo faz “esses” errinhos.
UAM – Com certeza.
PQS – Pois deixa eu ir que to na maior pressa, menina! Beijo.

E eu não sei por que eu ainda me surpreendo.

sexta-feira, 13 de março de 2009

No DVD do meu carro, uma canção...




O ônibus não é essencialmente ruim. Ônibus, na janela e sem lotação, sem estômago cheio e com um bom livro da letra razoavelmente grande, é melhor, muito melhor, que qualquer táxi.
Já li livros inteiros no ônibus, ao longo de várias viagens, sem contar a importância do gosto musical do meu amigo motorista para a formação da minha personalidade tolerante para com o próximo.


Por outro lado, querida leitora, um táxi levemente azarado sempre vai ser pior que o pior ônibus, aquele que você pegou meio-dia de bucho cheio debaixo do sol e teve que ficar muito, muito atenta, e dar umas cotoveladas e bolsadas preventivas, para não levar pinadas indesejadas.


Porque no táxi, você é obrigada a tolerar o outro num nível além, muito além, do que eu mereço. É um constrangimento, o cara tá no carro dele, eu nunca sei se seria indelicado pedir pelo amor de Deus para PELO MENOS baixar o volume do DVD do Bruno e Morrone, ou pelo menos parar de cantar junto, ou, minimamente, maneirar no vibrato e no falsete. E isso é o tipo de dilema que você não resolve lendo o manual de etiqueta da Glória Khalil. Porque eu aposto que aquela felá da mãe já deve ter o carro dela, né, e não tem medo de dirigir, e nem liga para quem é pobre e triste, muito triste.

Mas não foi isso que eu vim desabafar.

Acontece que voltei do trabalho tarde (sexta 13 feelings, ABS VF), não quis pegar ônibus, e o taxista tinha uma amante.

Ele também tinha o DVD no carro, e tocava Bruno e Marrone, e cantava junto, com falsete alternado com voz grossa do Marrone e vibrato. Mas isso nem me constrange mais, sabe, taxista gosta mesmo de DVD no carro, viva e deixe viver0. Agora "amante", cara, é realmente uma novidade.

E AGORA, GLORINHA KHALIL, queria ver tu sair dessa, cabocla!


Daí que eu dei um flagra no taxista e ele ficou super constrangido:

ATTENTION: "T" IS FOR TAXMAN, "A.I." IS FOR "AMANTE INSISTENTE".
T: Alô, (voz alta) amôzim (voz baixa)
A.I.: mimimimmimi (zuada da mulher perguntando alguma coisa)
T: Agora não dá
A.I.: mimimimmimim (os gritinhos da mulher indignada cobrando atenção)
T: Depois (voz alta), amozim (voz baixa).
A.I.: mimi
T: Tô com passageiro (cortando o assunto).
A.I.: mimimimimi
T: Hoje não pode.
A.I.: mimimimimi (a indiscreta da amante indignada e cobrando atenção)
OBSERVE ESSE MOMENTO DA HISTÓRIA, EM QUE O TAXISTA MUDA DE TÁTICA:
- "No".
- mimimi.
- Yes, Yes.
- mimimimimimimmimimimmimmimimimimimimimimmimimimimimimimimimimim.
- No!

SACOU, BLÓDER? Vamos falar em outro idioma!
Será muito mais discreto se a gente se combinar pra mais tarde in english, na base do YES/NO, que ninguém sabe o que é, né?

Eu juro, que nos meus 25 anos de para-raio de doido, no meu treinamento ninja pra não rir no momento em que se dá a marmota e na cara do doido em questão, nada me preparou pra isso. Glorinha Khalil, nem te conto... eu simulei a chamada tosse, muita tosse, pra disfarçar o acesso de riso iminente. A continuar assim, tô fudida, nunca freqüentarei as altas rodas. Não vai ser contraindo matrimônio que entrarei para uma família rica, como se vê.

E, por falar em etiqueta, teve a auxiliar de um antigo emprego meu, gente muito boa, desculpaí, mas eu vou ter que frescar.

Enfim, na hora do almoço, em um bistrô charmosinho que costumávamos freqüentar pra variar o cardápio no fim do mês (3,50 o prato-feito para duas pessoas, com direito a duas frutas e uma mariola – fim de mês), a colega pega a coxinha de frango com a mão e diz:

- Povo burro, só querem comerem tudo com garfo e faca. Tu sabia, que isso é ignorância, que na palestra que eu fui o homem deu exemplo que era antiético. É até antiético comer a coxa e a asa com o garfo e faca. E o pé, e o pescoço, pior.

Sem mais para o momento, subscrevo-me.


Atenciosamente,

quarta-feira, 11 de março de 2009

Atóron perígon do cabelo curto

Esse negócio de cortar os cabelos cada vez mais curtos é um vício, uma compulsão que tem que ser combatida com banhos frios e eletroconvulsoterapia. Mas eu não fumo, não bebo, e eu tinha que ter algum vício, né, além de maquiagem, livros, internet, beatles, ricota, bolsas de pano, fazer mini-barraco, falar palavrão e cutucar casquinha.

O fato é que, normalmente, eu vou ao salão acompanhar alguém e volto com o cabelo sempre mais curto, por impulso. (O cabeleireiro, por sinal, é também escritor, e está lançando o segundo livro amanhã, no Shopping Benfica. PP Joel. Bons livros, história de vida interessante, bom corte de cabelo. #Ficadica). Daí que estou com um plano de manter um fotolog teenage, daqueles em que se faz bico e se bate cabélon, pra ver se as almas caridosas me avisam quando o joãozinho estiver perigosamente rondando a minha cabeça. Vocês me ajudariam?

Na foto, a fashion designer Mary Quant, aparando as pontas antes de inventar a minissaia.


Juro que só me falta, num dia de impulsividade, pedir um corte joãozinho, aquele do estereótipo jornalista-glamour. Moça da TV, do cabelo curto - aquela noção que muitas jovenzinhas incautas têm ao entrar na faculdade e que nossas tias terão até nossa morte:
que jornalista usa Lancome, vai pra padaria de tailleur e microfone de lapela e tem o cabelo joãozinho. Desculpaí se eu estiver desiludindo alguma jovem vestibulanda, mas
não é sempre assim.


- William, quero ser jornalista de sucesso, #comofas?
William says: atóron jornalismo.


O parágrafo seguinte é dispensável, quem não gosta de gente prolixa pode pular pro outro.---------------------->


O PARÁGRAFO DISPENSÁVEL: Um dia farei a situação ficar pior contando aqui sobre a reportagem em que fui ameaçada de morte, e sobre o delicioso mês que passei subindo nos ônibus com medo de que alguém estivesse me seguindo pra fazer presunto de erikinha. E sobre as eventuais coberturas e matérias cotidianas em que os tailleurs teriam matado qualquer um,
no calor sené, sené, senegal de Fortaleza. Ah, e sobre aquela em que me joguei debaixo de uma mesa porque teve um pequeno TIROTEIO quando comecei a conversar com a entrevistada. Ok, não precisa ter tanto medo assim da profissão. As reportagens mais pauleira que eu já peguei, admito, foram opção minha e, antes que Grace Kelly comente dizendo que eu "atóron o perigón do jornalismo", explico que, por opção, eu não faria nada de novo. A explicação do Dr. House para a fase de extrema coragem de há 6 anos atrás existe, mas não é lupus. It's never lupus.
De qualquer modo, os trabalhos estão aí, gostei do aprendizado. Pra quem não entendeu nada, dou uma colher de chá: joga no You Tube Grace Kelly e Atoaron Perigon. Fim da digressão.

retome a leitura daqui ------------------------------------------------------------->

Enfim, tudo isso pra dizer que jornalismo NÃO é glamour. NÃO é cool. NÃO é pop. A bem da verdade, na minha humilde opinião, o Jornalismo, com J maiúsculo, é o contrário do pop, é o legítimo roquenrou. (Tá ouvindo o Satisfaction tocando em background, né) .


Nada contra, mas não tomo como exemplo uma Sandra Annenberg da vida, ou a persona que ela incorpora na hora do almoço. Fofa, simpática, moça do jornal da hora sagrada da refeição, dando dica sobre a importância de tomar muita, muita água.

(Dia desses, Sandra Annenberg apresentou uma matéria super relevante, de utilidade pública mesmo, sobre como pendurar quadros em casa. Vocês sabiam que, se errar o local do buraco e não houver massa corrida para consertar, um pouco de pasta de dentes branca disfarça o furo super bem? Eu podia ter almoçado sem essa, mas nesse dia assisti ao Jornal do Meio Dia. Só faltou ela concluir dizendo "Evaristo, sabe o que é um FUIO? É um buiaco na paiede!!!").

Enfim, Sandrinha é de um serelepismo, né, Sandrinha é alegria de viver! Enfim, nada contra, mas não me inspira, sabe?

Na verdade, meus planos de dominação do mundo nada têm de muito mirabolante.
Quero apenas ser feliz, e viver honestamente da minha profissão, tendo reservas para emergências, como o possível impulso do corte joãozinho#fail, situação em que terei que viajar ao encontro da bee que faz o mega hair da Beyoncé.

Até atingir esse plateau de realização, estarei em Fortaleza, sendo feliz, com o cabelo curto novo tomando jeito aos poucos, olhando para a boina cubana do namorado e pensando em como ela pode me socorrer nos eventuais bad hair days.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Apocalipse Now

Minha sugestão para essa semana é estocar mantimentos e água em algum lugar seguro
e proteger seus entes queridos, porque se isso não é o começo do apocalipse, nada mais
será.


Quando xuxa fez o tal do pacto e achou que o cão estava pedindo pouco, ela não tinha dimensão
daquilo que o grupo das paquitas ia causar às sete gerações seguintes.Tudo vai fazer sentido quando vocês virem isso:




Diga se uma pessoa dessas não é uma prejudicada pela mídia. Prejudicadíssima.



Está tudo aí, como predisse o profeta. Maktub.

Bastou ser modelo, tem crédito pré-aprovado pra virar atriz e/ou jornalista.
Bastou posar nua, ou ter sido uma das 72 ex-BBBs, pode assinar como modelo.
Faça as contas e veja onde isso vai dar.





90 milhões em ação, prafrentebrasil, uma multidão de mulheres sonhando com o dia em que irão protagonizar o Arquivo Confidencial do Faustão, mostrando como vieram do nada e se tornaram grandes atrizes, e como aos poucos os colegas começam a respeitá-las apesar de seu começo pouco usual. E como aos poucos a assessoria de imprensa da TV vai intimando os atores mais respeitados a darem declarações menos ácidas sobre o casting de modelos sem noção que vai retirando deles o espaço, a atenção da mídia e a chance de protagonizar alguma trama. Obrigada, você é linda, você é uma guerreira, você vai longe.
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Em tempo: Stefhany define seu estilo musical como Beyoncé-Calypso, é piauiense, é linda, absoluta, não espera por homem, tem 18 anos e um Crossfox. Tem dois CDs e dois DVDs lançados e mais de três dezenas de clipes homemade. Seu novo sucesso, Siúmes doentio, é original até na grafia, com S. Licença poética também é sucesso.

Para se inspirar: o make de Stefhany acredita e aposta alto, com base e pó dois tons abaixo da verdadeira cor da pele, iluminador branco-drag abaixo da sobrancelha e cabelos com mega hair e henné, O Chamado. O gloss metálico de cores berrantes é outro truque da cantora, que curte realçar o volume dos berros enfatizando o volume dos lábios. De quebra, o aparelho ortodôntico ostenta uma incrível variedade de cores - a liga sempre combina com o gloss. Duda Molinos viu essa foto e migrou pro Tibet.


Imagino a moça dando entrevista e falando pro repórter: "é com éfe agá", cada vez que ele chama o nome dela. Acho digno.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Momento Victor Fasano ou "Eu uso hidratante Monange". - Um post catártico.

Victor Fasano é essa figura, da mesma escola de pensamento de Xuxa e Angélica, que faz propaganda de coisas do naipe do hidratante Monange e do óleo de amêndoas Paixão pra manter o padrão aquisitivo e custear sua higiene pessoal by La Façon e L'Occitane.

Em sumária sunguinha branca - que realça seu moderno bronze galeto assado - Fasano aparece
correndo na praia, voltando pra a nave mãe, a mansão com cortinas semi-transparentes,
diáfanas, off-white. Frescor! Em close, ele franze o cenho (preocupação) e, olhando para a câmera, confessa que adora curtir o sol. "Muito sol, muito verão, muito mar... O que salva minha pele é o meu hidratante Monange. (e disfarça o conflito moral e ético que lhe corrói). Eu fico lisinho, cheiroso, depilaaaado".

Termina a gravação, três compromissos urgentes: gommage corporal (pra estimular a renovação
celular e descascar o epitélio que entrou em contato com o creme de creuza), um porre de cabernet sauvignon com bouquet num sei lá das quantas (pra esquecer o contato com o creme de creuza) e o retoque na lipo da papada (porque o dinheiro era pra uma causa justa e necessária - posei pra G Magazine e 10% da venda é destinada ao Retiro dos Artistas, comprando você vai tá colaborando - sic).


Pois eu curto e assumo o meu momento Victor Fasano! O lance é chegar em casa exausta e
tomar banho morno com espuma de ducha do Empório Body Store. E depois de sair borrifar água termal no rosto e espalhar Vanilla Lace no corpim, tchutchutchu!, lalalah!


Acender um difusor com óleo essencial de lavanda e ficar olhando parede lilás do meu quarto, vendo Across the Universe pela milionésima vez, folhendo revista fútil (?) de decoração... (Não acho fútil!).

Meia hora "disso" e eu já tô pronta pra engomar minha blusa que eu quero usar amanhã, ir ajeitar uma janta, ou jantar-um-miojão-guerreiro-e-se-foda-mesmo, e todas essas coisas de mortal, de classe média, de neo-pobre, que a gente faz com um ar blasé.


Victor, Viii, Dário, amore: eu te entendo, bee! A você, minha mão estendida para a amizade, toda pintada de henna, bem ao gosto hindu.













Dito isto, é hora de DOIS ESCLARECIMENTOS NECESSÁRIOS E POLÊMICOS
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1. Não, eu não uso hidratante Monange. Não, eu não aplico a quantidade que a Xuxa aplica - meio tubo em cada perna. Acho aviltante, desnecessário e seboso. É o mesmo preço da latinha de Nívea, vende na mesma farmácia, dura quase o mesmo tanto. Enfim, não há desculpas.
Já disse o sábio que gosto é igual a bunda, nem todo mundo tem. Viva Marta Rocha!

2. Nenhum dos produtos anunciados nesse post foi testado em animais. Assim, na verdade, tem essa minha vizinha, que já investiu o equivalente a um pequeno imóvel em um poodle antropomorfizado, cheio de lacinhos, sapatinhos, roupinhas - calorrrrrr! - tosa em formatos constrangedores... Enfim, essa minha vizinha, tadinha, compra perfume de cachorro. E é capaz que ela passe até o hidratante Monange no focinho do pobre animal, eu não posso colocar minha mão no fogo, pois o cachorro rescende/exala a cafuçal. Mas aí pra esse povo que faz do pobre do cachorro palhaço, que calça sapato na patinha pro cachorro ficar escorregando no piso de taco recém-encerado, que coloca lacinho, que veste roupa quente, que leva o cachorro pra passear no carro ao som do Forró do Muído, que corta o rabo do animal e outras atrocidades...
pra esse povo, não tem WWF, não tem Greenpeace, não tem Save The Children, não tem Delegacia do Menor, não tem Barra Pesada
e Cidade 190!

E por que raios, que os partam e fulminem, esse zé povim SEMPRE escolhe poodle? Imagino reuniões familiares de natal de poodles, matronas poodle gordas falando de um tempo em que um poodle
era apenas um cachorro, longe dos luxos dos condomínios, dos perfumes alergênicos e das roupinhas infantilizantes.
Quando um poodle gay não era obrigado a cruzar e reproduzir, depois de passar uma vida sendo travestido e pensando que era aceito pelo que ele era, pronto, falei!

Uma pitada de ódio extra pros meus vizinhos, que levam o cachorro pra fazer as necessidades no térreo de manhã, antes da minha aula de pilates.

Que o coitado do poodle é um cidadão, é consciente de seus deveres, e se segura bravamente enquanto outro vizinho corno segura o elevador pra terminar de dar as ordens na empregada, e o cachorro se segurando, e o dono também pára pra paquerar a vizinha, pra olhar o correio, e o tempo não passa, e o cachorro sofrendo, e quando chega à calçada o dono não tem o mínimo de educação pra retribuir o esforço do totó, e não junta a merda do próprio cachorro!

Isso é feio. Muito feio.

Minha Melissinha limpinha e com cheirinho de chiclete NÃO MERECE pagar por isso. Sim, sou barraqueira, essa é minha natureza, e no dia que sujar minha Melissa, juro que corro atrás do responsável pela merda - o dono, não o cachorro, lógico - e faço ele martigar a borracha até engolir. Martigar, com "r", porque eu vou estar bem bruta. Obrigada, me sinto bem mais leve!


ATENÇÃO: ISTO É UM CONTROLCÊ, CONTROLVÊ!, BEYONCÊ! ------------------->

E vejamos o que a Desciclopédia, wiki mais confiável da Internet segundo a revista Nova,
diz sobre o hidratante Monange:

Hidratante Monange
Origem: Desciclopédia, a enciclopédia livre de conteúdo.

As citações:

"É com ele que minha pele fica macia, macia, macia"
Xuxa, sobre Hidratante Monange.

"Isso é um Hidratante, e não um Hidrante, Xuxa"
Oscar Wilde, sobre Comercial do Hidratante Monange.

"Mimimimi mimimimi mimi miiiiiiiii"
Fudêncio, sobre Hidratante Monange.

O artigo:
O Hidratante Monange foi originalmente criado na Coréia do Norte... (texto enorme, clique se quiser ver o resto. Profusão de erros crassos de português, me recuso!).


Ai, cansei!
Meninos e meninas, é isso!
No mais, um beijo pro Obama!
Yes, we can!

*Beijo também para a equipe do Rede TV News, que uma vez na vida, apesar de toda a breguice e do fato de o trocadilho ser a forma mais baixa do humor, se garantiu na edição do especial "Retrospectiva Era Bush". Sacou, sacou? Eu ri, verdade seja dita.


Um adendo: ei, será que Monange quer dizer Mon Ange? Nunca saberemos!

E você, mulher, leitora, se o mundo estivesse para acabar, e sua vida dependesse disso, e você fosse obrigada a usar Monange, com qual você ficaria? Final Fantastic, Vida Ativa ou Toque de Carinho?
Difícil.


Outra: claro que esse post é inspirado no Victor Fasano do Twitter. Dãaaa!